| Pelas suas características e salvo raras excepções, o ser humano não está particularmente bem adaptado à vida em solitário.
No entanto, há hoje nos países da Europa, mais de 20 milhões de mulheres e homens entre os 20 e os 40 anos a viver sós, e esse número não pára de aumentar.
Verifica-se fenómeno semelhante nos EUA e outros países industrializados.
Estaremos a assistir a uma transformação neste aspecto de comportamento do Ser Humano? Ou esta situação traduz antes o mal-estar interior proveniente de programas herdados ou adquiridos na infância, os quais geraram um padrão de relação muitas vezes baseado em sentimentos de culpa, depreciação e rejeição de si mesmo?
Podemos pensar que tal é o caso, pois estas pessoas sentem-se infelizes e tentam colmatar o seu isolamento das maneiras mais diversas: procura do parceiro(a) ideal para se aperceberem logo após os primeiros dias de euforia ou meses de esperança que não é bem esse(a), a companhia de um animal que se abandona às primeiras férias ou contrariedade, a procura do sistema milagre que resolva o problema, o tabaco, álcool, droga etc. Parece que nada resulta.
Todas essas relações frustradas traduzem o mal-estar interior que se reflecte na vivência diária dessas pessoas.
O facto das causas profundas do mal-estar serem inconscientes, não permite perceber o que está a provocar tanto sofrimento.
A ajuda do psicólogo, poderá melhorar substancialmente a situação, mas só em raros casos a resolve definitivamente. |